• Wagner Jerônimo

O futebol é movido a dinheiro

Um salve a você leitor torcedor do rei de copas do futebol brasileiro. Imagino a felicidade e orgulho que está sentindo, em ver o Cruzeiro mais uma vez campeão do Brasil. É inegável o feito maravilhoso desse clube de Minas Gerais, que mesmo não sendo do eixo Rio-São Paulo, tem na sua galeria de títulos 10 títulos nacionais. São absurdos seis Copas do Brasil e quatro Campeonatos Brasileiros na sala de troféus do Cruzeiro, que a cada ano, fica abarrotada de tantas conquistas.

Comemoração da conquista da Copa do Brasil 2018. Foto: Marco Galvão/ Fotoarena

Títulos denomina grandeza, expressividade e reconhecimento da marca e do clube no cenário nacional e internacional. Os feitos do clube celeste, ainda não centenário, denota a incrível capacidade que time, diretoria e torcedor cruzeirense, tem, em conjunto, difundir uma sinergia vencedora e copeira do Cruzeiro.


E a conquista da reformulada Copa do Brasil de 2018, além de reconhecimento e grandeza, trouxe ao clube uma valorização financeira pra lá de interessante. O campeão ganhou a bagatela de 50 Milhões de Reais. Um baita dinheiro pra ajudar as finanças da instituição.


E o Cruzeiro nesse 2018, investiu forte no futebol. Pra se ter um elenco “cascudo”, acostumado com as grandes pressões, e dar respostas positivas, no meio ao “caos”, não é fácil. Por mais que Mano Menezes seja um treinador tarimbado, e ter vários méritos nessas conquistas, no qual vale sempre destacar, a retaguarda que a diretoria lhe deu, favoreceu o bom andamento do trabalho dentro de campo. Não é nada barato ter um elenco com Fábio, Egídio, Dedé, Léo, Henrique, Edílson, Thiago Neves, Barcos, Fred, Arrascaeta e Rafael Sóbis, e ainda ter jogadores caros mas que pouco correspondem, como Manoel, Mancuello, Marcelo Hermes e Bruno Silva.


Jogadores comemorando o título de campeão mineiro 2018 — Foto: Agencia i7


Aqui não quero entrar no mérito de valores salariais, porque são jogadores renomados, e com certeza tem ótimos salários. E se não fosse a ousadia da própria diretoria passada, que apesar de erros crassos que também não vale destacar, trouxeram a maioria desses jogadores. E a diretoria atual, méritos por manter o elenco e contratar mais jogadores pra fortalecer a equipe. Se não fosse esse contexto, ficaria difícil manter o nível de competitividade tão elevado, que o Cruzeiro apresentou nesse 2018.


O futebol é movido a dinheiro. Ainda mais nesse atual contexto do futebol brasileiro, onde caminhamos a passos largos para uma “espanholização” dos campeonatos nacionais, e onde, times fora do eixo precisam lidar com as absurdas receitas dos times de São Paulo e Rio de Janeiro, e ainda enfrentar valores de patrocínios nada democráticos, o Cruzeiro precisa ser criativo, ousado e perspicaz no mercado, em trazer jogadores referências para encorpar ainda mais o elenco celeste.


A alcunha de campeão da Copa do Brasil, e a vaga assegurada na Libertadores de 2019, e a grandeza copeira do Cruzeiro, é sem dúvidas, grandes atrativos pra jogadores decisivos virem jogar no clube estrelado, em 2019. O nível de contratações do clube, tem que ser alto. Pela competitividade do elenco, é recomendável trazer jogadores com espirito vencedor.


Comemoração Viking dos jogadores do Cruzeiro. Foto: Luis Moura / WPP1


E isso custa investimento, custa grana, coisa que o Cruzeiro terá que trabalhar pro ano que vem, pra fortalecer a equipe, negociando em primeiro lugar, jogadores que não se adaptaram ao clube, para aí sim buscar no mercado, jogadores que cheguem e agreguem a esse já qualificado elenco. Vendas devem acontecer, é inevitável, por isso, diretoria e comissão técnica já precisam pensar 2019, já que o calendário permite, a classificação pra Libertadores está garantida, e risco de rebaixamento no Brasileirão é quase nulo.


Cruzeiro está no caminho certo, e eu especialmente, acredito nessa nova diretoria que comanda a instituição. Inteligência, racionalidade e perspicácia no mercado, serão adjetivos fundamentais para garantir o clube mais uma vez lutando por grandes coisas, mesmo não tendo os valores das cotas de tv, e valores de patrocínio dos clubes dos ditos grandes centros. Mas o Cruzeiro não é chamado de cabuloso à toa né? Futebol se faz com dinheiro, e custa caro, a política do bom e barato pouco se aplicaria no clube.


Esses serão os novos desafios, para as novas conquistas daqui pra frente.


Um grande abraço amigos, sexta que vem nos encontramos no DebateZeiros, se Deus quiser!


Por: Wagner Jerônimo - @Wagner_BSKT



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