Boa sorte, Sérgio!

26/05/2020

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O Cruzeiro elegeu na última semana o seu novo presidente executivo. O advogado Sérgio Santos Rodrigues assume o mais alto cargo esportivo de Minas Gerais após uma esmagadora vitória no pleito realizado no Barro Preto. O novo mandatário celeste assume o clube aos 37 anos de idade, o que para os padrões do futebol brasileiro é uma idade considerada jovem para um presidente de clube. Os discursos de Sérgio após a eleição passam a sensação de que ele realmente realizou um sonho, o latente brilho nos seus olhos e o sorriso constante deixam isso claro. Para mim, essa é a ponta de esperança que o Cruzeiro precisava nesse maldito momento em que estamos afundados. Que ele não nos decepcione e que tenha um mandato digno até dezembro, inicialmente. Ficamos na torcida para que ele coloque em prática a maioria dos seus planos com relação à modernização das ferramentas tecnológicas do clube, aproximação com a torcida e transparência financeira. Que o desafio será enorme todos sabemos, é até redundante escrever isso.
 

 Presidente eleito do Cruzeiro, Sérgio Rodrigues.

 

A comunidade do futebol brasileiro acompanha com expectativa os acontecimentos no Cruzeiro, todos sabem o tamanho do nosso clube. Dirigentes da CBF, de outros clubes e torcedores em geral têm dado suas opiniões sobre tudo isso. Algumas declarações não devemos levar em consideração por não passarem de meros palpites. Outras, vindas de gente séria, precisam ser consideradas. E se em uma situação normal já seria um grande desafio, agora então nem se fala. Pelo que vimos, essa crise no Cruzeiro é algo quase sem precedentes no futebol nacional, comparável talvez apenas com a derrocada do Fluminense no final dos anos 1990 e com a evaporação da Portuguesa na última década. Há casos parecidos na Argentina e principalmente na Itália, com Racing e Parma sendo os maiores exemplos de reconstrução. O torcedor precisa entender isso, que essa crise no Cruzeiro não é uma crise normal de futebol. É algo muito sujo.

Imagem: André Araújo -  _andrelaraujo

 

O presidente Sérgio precisará de muita sorte e jogo de cintura para confrontar os adversários internos dentro do próprio clube, gente que não o queria na presidência e que ainda acredita na inocência da gestão anterior. Essas pessoas, algumas ocupando cargos importantes no clube, são um risco à instituição, um empecilho para a gestão que se aflora e um adversário gigante para os interesses da torcida. E falando nisso, outro desafio do Sérgio será conquistar a confiança do torcedor.

 

É preciso que ele compreenda que, para o torcedor, não é uma situação fácil ver notícias de que o seu dinheiro suado de todo dia teria sido usado nas mais sujas ocasiões que nada condizem com as atividades esportivas do clube. Falar em salvação do clube através do amor da torcida é um discurso batido. É óbvio que o torcedor não quer que o Cruzeiro viva essa crise e que tentará ajudar de toda maneira. Mas é preciso haver transparência. Ninguém, por menor que seja o investimento, gosta de não saber onde estão sendo aplicados os seus recursos. E se há dúvidas sobre o uso desses recursos é natural que o torcedor se afaste até que tenha a confiança retomada. Não se trata de ser modinha, trata-se de ser racional. Esse, para mim, talvez seja o grande desafio do Sérgio. Estamos falando de uma nação de nove milhões de torcedores ávidos por títulos, por tirarem o clube dessa maldita Série B, esperançosos por um centenário digno da nossa grandeza e por dias mais condizentes com o nome do Cruzeiro.

 

Assim como torcemos por todo jogador que veste a camisa do Cruzeiro e defende o nosso nome no gramado, devemos torcer pelo novo presidente. Boa sorte, Sérgio!

 

Por: Ezequiel Silva - @AraraquarAzul

Edição: Renata Batista - @Re_Battista

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