• Ezequiel Silva

Que a chegada de Felipe seja a concepção de dias melhores

Novo ano. Nova temporada. E o Cruzeiro segue o seu calvário na Divisão de Acesso do Campeonato Brasileiro. A torcida clama por dias melhores e crê fielmente na volta por cima. O milagreiro da vez atende pelo nome de Felipe Conceição, treinador de 41 anos e com boas passagens por América, Red Bull Bragantino e Guarani, e que teve boa aceitação da torcida estrelada, vide pesquisas na última semana. Ele será o sétimo treinador do Cabuloso desde a saída de Mano Menezes em agosto de 2019, o último comandante duradouro no cargo - pouco mais de três anos. Desde lá, Ceni, Abelão, Adilson, Enderson, Ney e Felipão tentaram implementar as suas ideias para acabar com o sofrimento celeste. Nenhum obteve sucesso. Destes, só Felipão não foi demitido, cumpriu o que foi prometido publicamente - evitar o desastre de uma queda à Série C - e voltou ao seu recanto no Rio Grande do Sul com o agradecimento da nossa torcida. Ceni e Enderson até esboçaram projetos, que sem aval da diretoria, erros de planejamento e maus resultados culminaram com suas demissões. Os outros, a meu ver, não mostraram nada além do esperado.

O novo técnico do Cruzeiro, Felipe Conceição. Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro

Em entrevista ao Blog do Lozetti, em setembro do ano passado, Conceição afirmou que a falta de apoio da diretoria bragantina dificultou o seu trabalho em Bragança Paulista-SP após a saída do staff estrangeiro que o contratou. Felipe falou também sobre o seu estilo de jogo, "qualquer dirigente que quiser contratar o Felipe sabe que terá um time ofensivo, que vai finalizar bastante, será agressivo, vai roubar a bola no campo de ataque". Neste último ponto, o Cruzeiro se mostra uma boa opção para esse treinador, visto que os melhores times da história do clube foram equipes ofensivas, de posse de bola objetiva e de imposição do seu estilo de jogo, dentro ou fora do Mineirão. Ele também fala sobre utilização de atletas jovens e sobre rodar o elenco. Um deleite para os ouvidos de um clube sem orçamento, extremamente endividado e com boas opções em suas categorias de base. No outro ponto, sobre o aval da diretoria, vejo que isso passa muito pelos resultados e pelo apoio ou não da torcida, que há muito pede pela saída de alguns dirigentes diretamente ligados ao futebol, como Deivid e Benecy. Fato é que as ideias de Conceição casam perfeitamente com a ideia daquilo que chamamos de DNA Cruzeirense, um estilo de jogo que nos encanta e que dá esperança de bons resultados. Parece até figurinha repetida, mas a torcida tem que acreditar que uma hora os bons ventos hão de voltar para impulsionar as nossas velas na direção dos bons tempos. Que a chegada de Felipe seja a concepção disso.



Abraço aos amigos e amigas.



Por: Ezequiel Silva - @ezequielssilva89

Edição: Renata Batista - @Re_Battista