• Ezequiel Silva

Dois de janeiro, o Dia Sagrado do Cruzeirense


Em meio às férias no futebol brasileiro, onde a cada hora surgem notícias e especulações sobre contratações e dispensas de jogadores, e junto às festividades pela chegada do Ano Novo, o Cruzeirense tem no segundo dia do ano sua data de celebração. Dia de celebrar a fundação da Societá Sportiva Palestra Italia, quando no ano de 1921 desportistas italianos se reuniram na região do Barro Preto para criar aquele que viria a ser o maior clube de Minas Gerais. Dia de dar o pontapé inicial para o novo ciclo que se inicia no calendário e dia de reafirmar os votos de fidelidade ao Clube Celeste. Como de costume, vou orgulhosamente vestir minha camisa azul estrelada. É um dia especial, é dia de celebrar cada momento da nossa história, desde a fundação até o mais recente título, o Hexa da Copa do Brasil. A nossa Copa! Celebrar cada personagem que com suas ações honrou nossa respeitada instituição. Celebrar a existência do único grande Clube da cidade. É dia de celebrar a história que ouvimos com honra desde pequenos e que com orgulho contamos aos mais novos (com lágrimas nos olhos, confesso!).

Em dois de janeiro é dia de celebrar a união Cruzeirense, e lembrar que acima de tudo o Cruzeiro nos une e nada nos separa. Pois pessoas passam, o Clube continua. E como continua! Como em 1942, quando tentaram descontinuar nossa história e o Clube se viu obrigado a passar de Palestra a Cruzeiro, e acabou ficando ainda maior. Como nos anos 1980, época de vacas magras e onde a união segurou as pontas e preparou o terreno para a magia que ocorreria na década seguinte. Nem ouso me esquecer de 2011 e 2015, quando unidos fomos fundamentais para evitar o vexame da queda. Neste dia celebro a nossa torcida, predominante na capital e no interior de Minas Gerais, e que se faz presente em outros estados. Somos indiscutivelmente o clube mineiro com maior torcida no Brasil! E somos a mais apaixonada também. Um amor que nasce em casa, ouvindo e assistindo aos jogos com os familiares e amigos, que nos inspiram a seguir sempre o caminho da vitória. Um amor que se reforça com a primeira camisa que ganhamos de alguém próximo, e que se consolida com a primeira (e emocionante!) ida ao Mineirão, palco de boa parte das nossas grandes conquistas e segunda casa de todo Cruzeirense. Ver aquele gramado, sentir o cheiro da arquibancada e ver um gol ao vivo pela primeira vez naquele estádio são sensações inexplicáveis. Sensações que cada Cruzeirense deveria sentir ao menos uma vez na vida.


Também celebro nossos títulos, que não são o motivo do nosso amor, e sim a consequência. Pois quem ama, cobra. E quando a cobrança existe, o resultado tende a ser a excelência. A busca pela perfeição, a obsessão pelo sucesso e a incessante ambição pelas conquistas fazem parte do DNA Cruzeirense. E todo personagem que um dia esteve defendendo as nossas cores precisa (ou pelo menos, deveria) entender isso. Foi assim que nos tornamos o primeiro clube mineiro a conquistar um título nacional, o primeiro também a ser campeão internacional, o primeiro a construir seu próprio centro de treinamentos, o único a nunca cair de divisão. Aliás, somos o maior campeão do estado em títulos nacionais e internacionais. Lembrando que somos o maior campeão da Copa do Brasil (Hexa!). Hoje celebro o respeito que carregamos na camisa. Respeito conquistado dentro de campo, na bola. O Cruzeiro é a maior expressão esportiva de Minas Gerais, fato muitas vezes negado ou escondido por parte da mídia mineira (a minoria, claro), mas exaltado pela maioria da mídia nacional e demonstrado em declarações de torcedores de clubes de outros estados, que nos veem com muito respeito e que sabem da força do Cruzeiro toda vez que chegamos em uma decisão. O Mineirão, templo da sinergia entre time e torcida, é temido e sinônimo de jogo duro para quem nos visita.


Que neste dois de janeiro lembremos de tudo que o Cruzeiro proporciona e apenas celebremos. Celebremos os fundadores, os primeiros craques, os gols de Tostão, as defesas de Fábio, todas as vezes em que Zé Carlos vestiu a camisa Celeste, os dribles de Dirceu, os passes de Alex, os desarmes de Ricardinho, a fidelidade de Nonato, as ocasiões em que o goleiro adversário sentiu o bafo e a pressão da torcida em suas costas, cada tijolo do nosso patrimônio, cada explosão de gol, cada gesto em prol do engrandecimento do Clube, cada Cruzeirense espalhado no planeta azul.


Feliz dois de janeiro, Cruzeirense! Feliz aniversário, Cruzeiro!

Por: Ezequiel Silva - @AraraquarAzul

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