• Walace Alves

A Esperança Que Pode Acabar Com Nosso Futebol!

O Brasil é mesmo um país de contrates: política, econômica e culturalmente falando. E o nosso futebol, como não podia ser diferente, está inserido neste contexto com todas as suas cores e paixões. E, nós ainda misturamos nossas paixões clubistas com a política na inocente esperança de que dirigentes ou ex-jogadores de sucesso possam fazer algo pra mudar a politica nacional e ajudar os pobres. A infelicidade é geral!

Um exemplo de que isto na realidade acontece pode ser visto na recente entrevista dada pelo torcedor-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, na qual ele diz: “Futebol não é coisa para pobre!”. Para muitos que acreditavam naquele personagem criado por ele pode ter sido um choque tal afirmação, mas só pros que acreditavam no personagem.

Prefeito de BH. Créditos de Imagem: Amira Hissa / PBH

Kalil é fruto de uma família tradicional de BH, começou sua aventura esportiva como idealizador do fracassado time de vôlei do Atlético-MG e sempre contou com uma boa vontade enorme da mídia esportiva, primeiramente pela influência do pai e depois pela verborragia e frases de efeito do seu personagem que sempre ajudou as manchetes da mídia na venda de seus jornais, programas de rádio e televisivos.

Todos nós conhecemos aquele ditado que diz: “há males que vem pra bem!” e esta entrevista pode ajudar aos pobres mineiros de que a melhor coisa a fazer é separar paixão futebolística de política e entender de vez que no fim das contas, a prática vale mais do que belas palavras.

Voltando a falar de futebol, é inegável a força que as marcas Flamengo e Corinthians possuem em relação a todos os outros clubes do Brasil, quem não reconhece isto não sabe separar paixão de realidade. Estes dois clubes se bem administrados teriam uma força descomunal no futebol da América Latina. Quando Ronaldo fenômeno voltou ao Brasil pelo Corinthians imaginou-se que uma nova era estava surgindo no futebol nacional com grandes ações de marketing, apoio da emissora detentora dos direitos do futebol aqui no Brasil e coisas e tal. Mas, o que pouco tempo depois se viu é que aquela inciativa não passou de mais um exemplo efêmero como tantos outros já vistos no país, onde espertos se unem para ganhar muito se aproveitando da paixão dos pobres torcedores, assim como foi com o Palmeiras-Parmalat nos anos 90 e seguido depois pelo Cruzeiro Bi-Campeão de 2013-14.

Já a atual diretoria do Flamengo, encabeçada por seu presidente, Eduardo Bandeira de Mello, ao que parece, optou por um caminho diferente e mais difícil: administrar profissionalmente um time de futebol. Eles vêm saneando as finanças do clube, que comparativamente aos demais era uma das piores do país, com dívidas astronômicas, atrasos de salários e tudo mais que se possa pensar quando o assunto é má-gestão e hoje o Flamengo já está colhendo os frutos desta iniciativa e os reflexos já podem ser vistos no time, que vem atraindo ótimos nomes, tais como: Diego, Guerrero, Everton Ribeiro e recentemente, Diego Alves. Apesar de todos estes acertos, não se pode ignorar os erros que esta diretoria ainda comete no quesito futebol, imagina se começarem a entender das 4 linhas, o Flamengo vai concretizar todo o potencial que tem.

Este é um belo exemplo de que podemos mudar a situação do nosso futebol como um todo, mas, infelizmente, é pouco provável que seja seguido pelos amadores dirigentes brasileiros. E ai meus caros, se esta mudança ficar restrita ao Flamengo, corremos o grande risco de uma concentração sem precedentes no nosso futebol, de nos transformarmos numa Espanha, que só tem dois grandes clubes, mas num país com uma dimensão continental como o nosso, os malefícios serão enormes.

Torcedores pobres do Brasil, uni-vos. Cobrem seus dirigentes e lutemos por um futebol de qualidade e inclusivo, para todos, inclusive para nós, os pobres deste rico pais!

Saudações celestes!

Por: Walace Alves - @Blog_Tendencias

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