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  • Ezequiel Silva

Amizade em azul e branco

Se um dia me perguntassem qual a importância do futebol na minha trajetória, eu não

saberia mensurar. Talvez, a melhor resposta seria: um esporte que sempre me salvou das

fossas mais profundas. E o Cruzeiro é personagem central dessa história.


O amor pelo time do Barro Preto me contagiou através da amizade. Foram os colegas de

escola e os amigos da rua que me forjaram cruzeirense, e criaram em mim essa ligação

entre a imagem do Cruzeiro e os sentimentos de companheirismo e de cumplicidade.


Por isso, a maioria das minhas amizades nasceram do mesmo sentimento: o Cruzeiro.

Amizades são assim, nascem dos mais variados motivos. E as amizades do futebol são,

assim como o amor pelo time, arrebatadoras, fiéis e sujeitas a ondas de amor e (quase)

ódio.



Amigos de futebol se completam na loucura! Quando você pensa: “ah, fulano jamais

entraria nessa loucura comigo. Virar a noite numa fila por ingressos?”... pois, no minuto

após esse pensamento o mesmo fulano já está te ligando, já na fila, perguntando se você

quer que ele guarde o seu lugar.


Um amigo de futebol entende a sua paixão, ele te incentiva, melhora as suas ideias, encara

broncas por você, te ajuda a aprender uma música nova de estádio… e na hora do gol é a

primeira pessoa a quem você quer abraçar, e você é o primeiro a quem ele abraça…


A celebração de um título do Cruzeiro sempre foi melhor quando pude abraçar os meus

amigos. Olhar nos olhos de cada um e gritar bem alto: “somos campeões!”. Digo com toda

certeza que poucas sensações na vida são melhores do que essa. O choro, o abraço, as

lembranças das derrotas chuvosas e das vitórias ensolaradas; tudo o que se passa por um

time, ganhando ou perdendo, fica mais fácil com amigos.


O lema sempre foi “o Cruzeiro nos une e nada nos separa”. Pois bem, todas as loucuras

que fizemos, todos os perrengues, todas as alegrias um dia se tornam memórias e boas

histórias. Vivemos uma grande e eterna amizade em azul e branco.


Um abraço aos amigos do DebateZeiros.



In memoriam de Paulo Roberto Freitas (Paulinho).



Por: Ezequiel Silva - @ezequielssilva89

Edição: Renata Batista - @Re_Battista

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