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Confiança..

Sentimento indispensável para o ser humano em qualquer fase da vida seja no próximo ou principalmente em si mesmo, a confiança nos ajuda a superar medos, encarar desafios e crescer em nossos projetos. No futebol a confiança também é importante. Acreditar em si mesmo e no seu companheiro é a maneira de alcançar os objetivos e de levantar taças.

A confiança da torcida no elenco que a representa é o que enche o estádio e alavanca o programa de sócios.


Como quase tudo na vida em excesso é prejudicial, o exagero de confiança também é.


Segurança em abundância no sucesso pode significar soberba, menosprezo ao adversário ou o famoso e conhecido “salto alto”. Presente frequentemente no mundo do futebol, a confiança em excesso já marcou muitas vidas, inclusive a nossa. Quem não se lembra da final da Libertadores contra o Estudiantes, com um ótimo resultado no jogo de ida e a decepção em casa. Ou a traumática eliminação na mesma competição no ano de 2011, para o desconhecido e pior classificado Once Caldas. E finalizando, a decepção mais recente frente ao River depois de uma vitória épica no Monumental lotado.


Vocês leitores devem estar se perguntando: “Por que esse texto citando tantas páginas traumáticas?” A resposta é simples.


A euforia em torno do atual elenco celeste vem nos chamando atenção no ultimo mês.


A sequência de trabalho do técnico, a aquisição de nomes interessantes para reforçar o elenco e as apresentações até agora convincentes, vem aumentando a moral dos torcedores e enchendo a Nação Celeste de esperança por títulos. Frases como: “Menos de dois títulos esse ano eu nem comemoro” ou “Já estou imaginando como vai ficar nosso escudo com duas tríplices coroas” são comumente ouvidas saindo da boca de cruzeirenses.


O que é, até certo ponto, normal. Afinal de contas, um dos papéis da torcida é confiar no time quando ele se apresenta bem. Mas, e se essa confiança sair das arquibancadas e entrar no vestiário, e principalmente na cabeça de jogadores, treinador e diretores? E se essa confiança crescer e virar soberba? E se a “certeza” de títulos pressionar os jogadores e impedirem que eles exerçam o melhor futebol que podem? E se o “oba oba” da torcida encobrir os erros de gestão ou alguma deficiência do elenco?

Essas são as dúvidas que batem a nossa cabeça e nos motivou a escrever este texto. Como diria o ditado “Gato escaldado, tem medo de água fria”. Não queremos que um elenco promissor como o atual vire mais uma passagem triste e dolorosa para todos nós.

Esperamos que os resultados e o bom futebol apresentados até agora diante de times de menor estrutura e do rival desfalcado, sejam repetidos também em grandes jogos. Que a confiança seja dosada para auxiliar a equipe a alcançar seus objetivos. E, principalmente, que ela não vire desespero da torcida após uma derrota ou uma partida abaixo da média.

Que as perguntas acima sirvam como uma espécie de reflexão para todos nós. E erros do passado não voltem a assombrar nosso futuro!


#FechadoComOCruzeiro

Por: Guilherme Melo - @candangomg

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