Bahia 0 x 1 Cruzeiro: A ousadia desnecessária

09/06/2017

Após a perda do titulo do Campeonato Mineiro e da desclassificação na Copa Sul-Americana de maneira precoce, várias foram as críticas direcionadas a Mano Menezes. A mais veemente delas era relacionada ao pragmatismo nas escolhas do comandante celeste. E no duelo diante do Bahia nesta quinta-feira, o treinador "ousou" na escalação inicial. Com escassas possibilidades para a defesa, o técnico gaúcho optou por posicionar o volante Henrique ao lado de Léo em detrimento do jovem Murilo.


Com um 4-2-3-1 tradicional, o Cruzeiro foi a campo com Fabio, Ezequiel Léo e Henrique, Diogo Barbosa, no meio Romero, Cabral e Robinho; Alisson, Thiago Neves e Ábila. Já o Bahia iniciou o jogo com Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca Matheus Reis; Juninho, Renê Junior, Allione e Zé Rafael; Vinicius e Edigar Junio. Logo nos primeiros movimentos da partida, era nítido que os visitantes não teriam uma boa jornada em terras soteropolitanas.
 

Mano Menezes em sua coletiva. Créditos: ©Betto Jr/Light Press/Cruzeiro

 

Instável na primeira linha de marcação, Henrique parecia desnorteado no início da partida. Afoito em alguns lances, o volante/zagueiro perdeu na corrida para os ágeis e velozes atacantes baianos em algumas oportunidades antes de ser expulso aos 8 minutos, quando interrompeu uma chance clara e manifesta de gol dos donos da casa.  O que parecia complicado viria ficar ainda pior, com o gol do time baiano que sairia 10 minutos depois: Em falta batida rápida, Allione cruzou pra Edigar Junior que se antecipou a Fábio e inaugurou o marcador.
 

Sem muito o que ser feito, Mano Menezes relutou por algum tempo em reposicionar seu sistema defensivo. Somente aos 33 minutos, o jovem Murilo entrou na zaga. Contudo, foi o argentino Ábila quem saiu da equipe, quando nitidamente jogadores com pior desempenho continuaram em campo. Após esse acerto na marcação, o Cruzeiro conseguiu equilibrar as ações diante os mandantes. Um minuto após o ajuste efetuado pelo treinador celeste, em bela jogada pela esquerda de Diogo Barbosa, Robinho desperdiçou ótima chance ao receber de dentro da área passe do lateral celeste, mas o meio-campista finalizou mal pra boa intervenção do goleiro baiano. 
 

 Posicionamento inicial do Cruzeiro. 


Na volta do intervalo os técnicos não mexeram. A estratégia do Bahia era clara: Já que tinha um homem a mais, procurava reter a bola e alternar o ritmo para não se desorganizar defensivamente. Não foram poucas as vezes que bolas foram recuadas para o bom goleiro Jean que, quando recebia, repunha rápido para concatenar ataques puxados por Zé Rafael e Allione, destaques na última rodada diante do Atlético-GO.  Mais bem postado, o Cruzeiro fez um segundo tempo digno em Salvador, se desdobrando na marcação e procurando alternativas pra jogar, principalmente pelo lado esquerdo. O time celeste teve ótima oportunidade para empatar a partida: Em bela tabela, Robinho esteve novamente frente a frente com Jean, mas dessa vez serviu Thiago Neves que finalizou prensado e acabou desperdiçando o gol que garantiria ao menos um ponto naquele estágio da partida.  Após esse susto o Bahia acordou emendado ataques perigosos, os donos da casa estiveram muito próximo de fazer o segundo gol. No entanto, o time comandado por Jorginho, na tentativa de ampliar o marcador, esbarrou em suas próprias limitações. Mano por o campo Rafinha e Élber, nas vagas de Thiago Neves e Robinho respectivamente.

Fraco tecnicamente, não faltou determinação aos jogadores do Bahia, que vibraram muito com o apito final do árbitro. O Cruzeiro conhece a sua segunda derrota seguida, e nesse momento está a seis pontos do líder da competição (Corinthians com 13), os mineiros voltam a campo no domingo às 18h30min quando recebem o Atlético-GO em duelo válido pela 6°rodada do Campeonato Brasileiro. 

Afeito a improvisações desde o início da temporada, Mano Menezes enfim ousou, pena que essa ousadia tenha sido acompanhada de decisões estapafúrdias do comandante celeste.  Tendo jogadores de ofício pra preencher os problemas encontrados, o treinador prefere improvisar em muitos momentos. Infelizmente, aparentemente hoje o Cruzeiro tem um comandante improvisado, dirigindo seus jogadores.

 

Por: Rodrigo Pereira @_rodrigobvb

 

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