• Walace Alves

Análises Individuais e Apaixonadas sobre um Esporte Coletivo

É incrível como nós torcedores, apesar de sabermos claramente que o futebol é um esporte coletivo, insistimos em analisar os jogadores como se jogassem individualmente, sem a influência do conjunto e das melhores interações possíveis para se ter o máximo do potencial de cada um.

Neste momento atual do Cruzeiro, em que o time está rendendo abaixo das expectativas dos torcedores, o que mais vemos e ouvimos são elogios ao jogador A e críticas ao jogador B. Hoje vou me ater só a um caso deste, pra exemplificar que o pensamento comum pode não ser o mais correto e o melhor para o

time.

Hudson tem sido um dos jogadores mais elogiados neste plantel celeste atual e confesso que não tinha expectativas elevadas quando ele aqui chegou. Então, fico à vontade para dizer que ele está acima do que esperava. Tem demonstrado muita disposição e vontade nas partidas que atuou, seja como volante, seja como lateral.

Se tivéssemos analisando um só jogador estava ótimo, mas para entender um time precisamos entender como as engrenagens se encaixam e é aí que a porca torce o rabo.

Na minha visão uma peça fundamental para o time atual do Cruzeiro, quer seja na proteção a defesa, quer seja na transição rápida e de qualidade para o ataque, se chama Henrique. E não me perguntem o porquê, Henrique só rende quando tem ao lado um jogador que sabe jogar bem. Se não vejamos, as melhores fases dele no Cruzeiro foram ao lado de Ramires (volante rápido, bom passe e que se apresentava no ataque), com Lucas Silva (volante técnico, com bom passe, bom chute e que também se apresenta no ataque). Além destes dois companheiros, ele também teve um bom momento ao lado de Cabral (outro que possui bom passe e que se apresenta no ataque).

Por outro lado, desde que voltou ao time já tendo Hudson como parceiro de volância, Henrique já não apresenta o mesmo futebol de outrora. Isto é fato. E não é a primeira vez que isto acontece, quando Willian Farias jogava ao lado dele, ele também não rendia.

Pois bem, isto quer dizer que estou aqui falando que o Hudson deve sair do time? A resposta é sim e não. E eu explico melhor, se o esquema tático permanecer este, talvez a melhor opção seja tirá-lo da volância. Penso que o time recuperaria seu ritmo com Cabral e Henrique. Mas é claro que, podemos variar o esquema, aliás, é isto que se espera de um treinador: ajustar o esquema de acordo com o potencial dos seus jogadores e não o que o Mano faz: barrar ou ajustar os jogadores ao seu esquema tático preferido. Vide o que ele faz com o Ábila, por não gostar de um centroavante fixo.

Se mudarmos o esquema, colocando mais um volante, talvez Henrique, Cabral e Hudson possam jogar juntos, ou Henrique, Robinho e Hudson, isto dará ao time mais proteção na defesa e na transição para o ataque mais eficiente.

Henrique, Robinho e Hudson ou Henrique, Cabral e Robinho com Thiago Neves centralizado na armação e na frente Rafael Sóbis e Rafael Marques, talvez seja uma boa saída para nosso momento.

Falando em esquema, o nosso time está manco e absolutamente previsível. Só temos uma alternativa para sairmos da defesa: a lateral esquerda com o Diogo Barbosa, se marcarem ali ou se colocarem alguém nas costas dele, já era!

E você, o que pensa? Quais seriam as melhores opções para a montagem do time? Fala aí!

Em tempo, acho que o Ábila não ficará no Cruzeiro, nem ele, nem o Arrascaeta. No caso do Ábila, por duas razões: financeira (o Cruzeiro está quebrado) e técnica (opção do treinador) e no caso do Arracaeta, será por razão financeira somente.

Saudações Celestes!

Fotos: (1) Washington Alves/Cruzeiro (2) Superesportes

Por: Walace Alves - @Blog_Tendencias

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